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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

A QUIMERA DA EVOLUÇÃO OPERA MILAGRE NA ERA DA DOAÇÃO

Samba de Enredo
Autores:
João Paulo Dantas
Éric Fanuel
Willian Navega



VIVER, SORRIR, AMAR.
HOJE A KIZOMBA NASCE PARA RENOVAR,
NOS BRAÇOS DA MITOLOGIA,
TRAZENDO A SOLIDARIEDADE PRA FOLIA

OLHAR PERFEITO, DIFERENTE, É O MOAI,
DE ONDE A CURA NÃO TEM REJEIÇÃO
E A MARAVILHA DA MULHER É IDEAL,
DIANA É MITO, É QUADRINHO, É CARNAVAL

DAS CURANDEIRAS, A PAIXÃO, PELA CULTURA; RELIGIÃO;
PULSA NO PEITO, O SOL...A CHAMA DA RAZÃO,
A LUA, DEUSA DA RESTAURAÇÃO !

UM GENE MOSTRA TUDO O QUE SOMOS;
NOSSA DOAÇÃO É VIDA, PROVA DE AMOR AO IRMÃO,
MINHA KIZOMBA É UM CORPO A BAILAR
E A BATERIA, MEU CORAÇÃO...
PULSA NO PEITO DE UM JEITO DIFERENTE
E LEVA EM FRENTE O MEU DIREITO DE CANTAR,
NUM SHOW DIVINO DE VISÃO E DE RAZÃO,
DE CARIDADE, DE VERDADE E DE EMOÇÃO.

KIZOMBA É RAÇA, É GRITO, É PAZ;
NO CARNAVAL EU QUERO MAIS...
NO QUESITO EMOÇÃO,
FAZER DO RITO UMA EVOLUÇÃO !

KIZOMBA DE FÉ !

Samba-Exaltação
Autor: João Paulo Dantas

A Kizomba é
Um Tesouro de Fé,
Com um Lago aos seus Pés,
(Em Elevação...!)
Que Deus a Ilumine e Proteja,
E que as Torres da Igreja,
Sejam Luzes de Inspiração.

Amarelo e Preto,
(De Berço é Minha Cor)
Nas Veias Permeiam,
Calor e Paixão,
Kizomba é, Amor,
A Voz do Coração !

Minha Bateria Chegou,
Kizomba Real Eu Sou....
(Sou.....Filha...)
Da Magia da Tradição,
(Revelação e Ousadia...),
Sou a Evolução Dessa Folia

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Amazônia: do Jardim da Floresta ao Paraíso da Festa

Samba Exaltação: Do Jardim da Floresta ao Paraíso da Festa
Autor: João Paulo Dantas


(Entre os rios...!)

Entre os rios da Amazônia há uma lenda que desvenda, um enredo do passado, que era um grande segredo, e que por medo foi muito bem guardado.
Ali, a vida era uma cadeia de magia, onde a lua cheia fazia a sua ceia e a alegria das Sereias. (das Sereias...)

Nos Igarapés, Curuanãs e com eles Cunhatãs ao luar, sorrindo e garimpando Muiraquitãs, fazendo o Amazonas brilhar.

Piracemas, Botos, mitos, ritos de outras dimensões, Vitória Régia e Boitatá, e o Rio Negro a encontrar, as águas do Solimões.

Entre Gnomos e Duendes, Chico Mendes já viveu; Mataram o homem, mas o tema não morreu. Então, dê o seu grito, que esse lema agora é seu: Preservar é preciso, o Paraíso que o Mito defendeu.

(Mas foi...!)

Foi bem antes da colonização que os navegadores...se aventuraram e exploraram essa imponente...“Civilização Eldorada” e na extração das novas eras, a Borracha foi transformada...a floresta entre festa e cautela, modela a Manôa encantada, no Teatro Deus Apollo nos revela a Aquarela em pintura afrancesada.

Despertam Ribeirinhos que o “Gaiola” vai passar, o Comboio vai partir, rio acima navegar, Quem quiser pode subir; o Bumbá vai começar, São os Bois de Parintins
e os Curumins do Grão-Pará.

domingo, 29 de março de 2009

A INVENÇÃO DA SINOPSE FEZ O SAMBA DANÇAR


“A primeira coisa que esculhambou o samba-enredo foi um negócio chamado sinopse, que é um produto do carnavalesco”. (Nelson Sargento, sambista)

A construção de um enredo de desfile de escola de samba nasce de uma idéia básica, e a partir dela algumas iniciativas são colocadas em práticas, a começar por uma pesquisa sobre o assunto nos mais diferentes aspectos e depois disso é hora de se fazer um resumo da história que se pretende contar.

Existem diversas formas para se apresentar uma sinopse com o objetivo de passar as informações desejadas para os primeiros grupos que vão desenvolver o enredo. Na Vale Samba, por exemplo, a opção, ultimamente, antes de se produzir o desenvolvimento do enredo, através de um memorial descritivo, é criar uma sinopse poética, a qual poderá, inclusive, ajudar muito os compositores lá na frente, na hora de comporem o samba.

A frase lapidar de Nelson Sargento, transcrita acima em negrito, foi garimpada por uma amiga jornalista, Rosana Pinto, ex-coordenadora técnica de carnaval da Liga das Escolas de Samba de São Paulo. Hoje em dia, entretanto, o conceito expresso por Nelson Sargento não faz mais sentido, mas a exemplo do que aconteceu com a Rosa, a observação me chamou a atenção, porque eu sou um “fazedor” de sinopse.

O samba-enredo hoje, na verdade, para o desencanto de tradicionalistas, não é mais o carro-chefe do desfile, perdendo o seu status para dezenas de outras “inventividades” que dão mais vida ao espetáculo, na visão do carnavalesco. Diante dessa realidade, e presas a um regulamento rígido, as escolas obrigam-se a seguir uma espécie de “mapa regulatório” para desenvolverem as suas apresentações, e para isso a sinopse é peça importante, e acaba prevalecendo até para a criação do samba de enredo.

Portanto, com o surgimento do desfile-espetáculo, iniciado com o advento da Sapucaí, e do fenômeno Joãozinho Trinta, o samba de enredo deixou de ser aquela bela poesia de cartola, que podia se arrastar sonoramente pela Avenida, para se tornar uma marcha, quase que tecno-eletrônica, que sai em desabalada carreira para que a escola possa cumprir as suas eternas juras ao Deus Cronos. E ai, às vezes, dá no que deu !